A carreira de atuação no teatro musical começou quando Adam ainda era uma criança. Desde seus nove anos, o cantor se envolveu com peças teatrais da escola, onde se revelou um grande talento. Ainda criança, atuou em peças locais de San Diego, onde cresceu, como os musicais “Alô, Dolly!”, “Camelot”, “Vendedor de Ilusões”, “Grease”, “Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat”, “Peter Pan” e “Chess”. O seu primeiro trabalho em uma montagem musical de grande porte veio aos 21 anos.

 

Hair European Tour 2003/2004

Aos 21 anos, Adam se juntou a turnê europeia do musical “Hair”. Trata-se de uma peça sobre a contracultura hippie e a revolução da sexualidade dos anos 60. Sendo um musical controverso devido a exposição do uso de drogas e cenas de nudez explícita, “Hair” conta a história de um grupo de hippies que moram em Nova York e lutam contra o alistamento militar para a guerra do Vietnã. Adam aparece no papel de Margaret Mead, uma turista que, em uma viagem com seu marido à Nova York, fica maravilhada ao encontrar um grupo de hippies. A personagem canta “My Conviction”, música a respeito do modo extravagante e livre dos homens da tribo se vestirem.

 

 

“Eu gostaria apenas de dizer que é minha convicção
Que cabelo longo e outras bugigangas extravagantes
Da aparência não são nada mais
Do que a emergência dos homens de sua monótona camuflagem
Para as plumas berrantes
O que é de direito de seu sexo

 

Há uma peculiar noção que plumagem elegante
E plumas finas não são próprias para homens
Quando na verdade
É assim que é
Na maioria das espécies”

 

Brigadoon

Aos 22 anos, Adam participou da produção do musical “Brigadoon” do teatro “Theatre Under the Starts”, localizado em Houston, no Texas. A peça conta a história de dois turistas americanos, Tommy Albright e Jeff Douglas, que vão a Escócia caçar, mas se perdem no caminho e acabam chegando a uma misteriosa cidade denominada “Brigadoon”. Na cidade, acontece uma feira onde as irmãs Fiona e Jean estão fazendo compras para o casamento de Jean com Charlie Dalrymple, interpretado por Adam Lambert. A trama principal desenrola-se quando outra personagem, Harry Beaton, resolve abandonar o vilarejo, deprimido com o casamento de sua amada Jean com Charlie. O problema é que a cidade esconde um segredo: ela só aparece a cada cem anos, e ninguém jamais pode abandoná-la sem que esta se perca para sempre.

No musical, Adam Lambert canta “Come To Me, Bend To Me”. Na canção, Charlie lamenta a saudade que sente de sua amada e implora que ela venha vê-lo, embora a tradição diga que o noivo está proibido de ver a noiva antes do casamento.

Ainda que a peça tenha recebido duras críticas, a atuação de Adam foi amplamente elogiada. “Ainda assim, a história secundária do triângulo amoroso entre Jean, Charlie e Harry é cheia de energia. A voz tenor maravilhosa de Adam faz as músicas de amor de Charlie – especialmente a inesquecível “Come to Me, Bend to me” – valerem a pena”, Lee Willians escreveu para a resenha do jornal Houston Press.

 

 

“Venha até mim, curve-se à mim

Porque eles disseram que eu não posso contemplá-la
Até que a música de casamento toque
Para aliviar minha saudade, não há nada errado em
Estar aqui fora e dizer

Venha, curve-se, me dê um beijo de bom dia
Querida, minha querida, só isso que posso dizer
Só venha, curve-se, me dê um beijo de bom dia
Dê-me seus lábios e não os afaste

Venha, querida, perto de mim, para que possa me ouvir
Eu preciso sussurrar isso suavemente
Embora esteja queimando para gritar minha saudade
As palavras saem cuidadosas de mim

Oh, venha, curve-se, me dê um beijo de bom dia
Querida, minha querida, só isso que posso dizer
Só venha, curve-se, me dê um beijo de bom dia
Dê-me seus lábios e não os afaste”

 

The Ten Commandments: The Musical

Em setembro de 2004, Adam participou da montagem milionária do musical “The Ten Commandments” (Os Dez Mandamentos) no Kodak Theatre em Hollywood. O musical conta a história bíblica de Moisés guiando os hebreus até a Terra Prometida. Adam interpreta um dos escravos hebreus chamado “Joshua”, cantando o solo “Is Anybody Listening?”, um pedido de socorro da personagem para que Deus mande alguém para salvá-los.

O musical recebeu críticas diversas, tendo a interpretação de Adam sido bem aclamada, como na resenha escrita por Charles Isherwood para o The New York Times: “O elenco apresenta uma forte variedade de vozes pop blindadas, mas Adam Lambert, que interpreta Joshua, é o mais consistente do coro promissor”.

 

 

“Há alguém me ouvindo?
‘Pai, você pode me ouvir?’
‘O seu Deus o escuta, Joshua, e lhe faz um escravo do Faraó! Venha!’

Dizem que eu não tenho direito
de questionar uma vida sem esperança
Ou por pedir algo mais
do que sofrer e sangrar no final de uma corda

Dizem que eu não tenho direito
de olhá-los nos olhos
Que eu pertenço a areia dos seus pés
mas que um dia certamente, eu morrerei

Há alguém ouvindo?
Alguém me escuta?
Alguém lá fora
nos vê afogados em lágrimas?

Está o nosso futuro escrito
num céu de pedras frias?

Deus, se estás ouvindo, nos deixe saber
Deus, se estás ouvindo, nos deixe saber

Eles nos ensinam a acreditar que não somos fortes como eles
Que nós não temos a vontade
para destruir esses muros que nos prendem
Eles tentam fazer que nós pensemos que nunca teremos uma chance

Eu posso lutar pela minha própria liberdade
só com essas duas mãos?

Há alguém ouvindo?
Alguém me escuta?
Alguém lá fora
nos vê lutando contra o nosso medo?

Está o nosso futuro escrito
num céu de pedras frias?

Se estás ouvindo, nos deixe saber
Deus, se estás ouvindo, nos deixe saber

Você pode amarrar uma pedra na minha alma
Mas não pode construir uma prisão para a minha mente, não

Você pode acorrentar o meu corpo
na terra
Mas ainda sim o espírito voa
Meu espírito voa

Alguém lá fora
nos vê afogados em nosso medo?
Nossas esperanças lentamente morrerão
no calor do sol do deserto?

Deus, se você nos escuta
mande alguém
Deus, se você nos escuta
mande alguém

Há alguém ouvindo?”

 

Wicked

Adam Lambert se juntou ao elenco de Wicked em março de 2005, permanecendo em turnê com a produção durante seis meses. Depois de completar o semestre, Adam abandonou a turnê, mas se juntou, em fevereiro de 2007, à outra produção do mesmo musical em Los Angeles, onde permaneceu até outubro de 2008.

Inspirado em “O Mágico de Oz”, o musical conta a história que antecede a chegada de Dorothy no mundo de Oz. A trama se desenvolve na amizade das duas bruxas, Galinda e Elphaba, que formam o triângulo amoroso completado pelo príncipe Fiyero.

Em ambas as produções, Adam fazia parte do coro, mas era substituto do príncipe Fiyero também. “Eu literalmente me lembro de dizer, ‘ah, meu Deus, esse cara tem a maior extensão [vocal]. E você sempre está procurando para o coro pessoas que tenham uma grande extensão e poder vocal. Num coro com só um punhado de vozes, você quer esse tipo de som. Isso faz com que pareça que há 20 pessoas no coro invés de 10”, disse Bernard Telsey, responsável pelas audições do musical, ao Today, sobre a audição de Adam e o que o levou a escolhê-lo.

Dancing Through Life

As Long As You’re Mine

 

Upright Cabaret

“Upright Cabaret” é uma espécie de evento que visa resgatar o clima dos cabarés para as novas gerações. A ideia foi fundada em 2005 pelo produtor Chris Isaacson e trata-se de um elenco de artistas de mais de 70 shows da Broadway que faz shows em diversas casas de show dos EUA. Adam Lambert participava do elenco e se apresentou em Los Angeles algumas vezes durante 2008.

Come Home (One Republic)

Crazy

How Come You Don’t Call Me Anymore

Dust In The Wind

 

The Zodiac Show

“The Zodiac Show” começou em 2001 como uma festa underground em Hollywood. Apelidada de “A Festa da Liberdade”, o evento tornou-se uma produção do Avalon Theatre, envolvendo os signos do zodíaco e todos os tipos de performances possíveis, desde cantores e dançarinos até comediantes.

Adam conheceu Lee Cherry, co-criador e diretor do show, na Europa em 2003, ainda em turnê com o musical “Hair”. Cherry então dirigiu a estreia de Adam em 2004 no Zodiac Show. Na ocasião, o cantor interpretou “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke. “Aquela foi provavelmente a primeira vez que qualquer um em Los Angeles o viu sendo Adam em sua completa magnificência, e todo mundo enlouqueceu”, disse Cherry para a MTV, acreditando aquela ter sido a primeira oportunidade que Adam teve de demonstrar todo o seu eu criativo.

Alguns anos mais tarde, Adam voltou ao palco do Zodiac Show quando escreveu algumas músicas com Monte Pittman. A apresentação foi definida por Cherry como “uma grande colaboração e um grande número produzido”, em referência à grande produção que contava com figurinos e dançarinos.

“A Change Is Gonna Come” (2004)

“Crawl Thru Fire” (2008)