Após o show que Queen + Adam Lambert realizou em Brisbane, no último sábado (24), foi a vez do portal australiano “Blank GC” publicar sua review dizendo tudo que achou sobre o show da banda & Lambert durante mais um de seus shows pela Austrália. Leia abaixo a review completa:

Aqui estão apresentações que você nunca achou que seria privilegiado o bastante para ver em vida. Há também momentos como escritor quando você luta para formular uma review digna de tal apresentação. Esta noite é uma dessas noites.

Queen, sim, O Queen (bem, a banda, não a verdadeira rainha), estão tirando todas suas paradas para a multidão de Brisbane esta noite. Se você cresceu nos anos 70 e 80 como eu e muitos outros donos de ingressos hoje à noite, então você conhece o Queen muito bem. Sua música foi trilha sonora dos nossos anos de formatura e temos muito amor pelas melodias que eles deram a Terra. Trazendo um dos homens mais enigmáticos como líder, Freddie Mercury, Queen estourou sucesso atrás de sucesso, criando um repertório extensivo. Quando Freddie faleceu, ficamos com um vazio em uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Felizmente esse vazio foi preenchido por Adam Lambert, alguém de imenso estilo e talento. Poderosa e com alma, a voz de Lambert é o acompanhamento perfeito para o som distintivo do Queen.

As luzes da arena diminuem e a multidão alegra-se com a animação quando a bateria bate em “We Will Rock You”, ressoando em toda Brisbane Entertainment Centre. Prometer um coro em conjunto neste início é nada menos que espetacular, mas todos juntos pisando duro? Bem, isso é completamente diferente. Toda a multidão pisando e batendo palmas em uníssono para fazer um local, essa grande vibração é impressionante em testemunhar. A banda engrandece o palco e os aplausos são estrondosos. Lançando toda a inclinação para “Hammer To Fall”, parece que estamos em uma noite inteira. A maneira como Brian May lida com a guitarra é de tirar o fôlego. Parece que a guitarra é uma parte dele, entregando riffs e solos tão sem esforço, que é difícil de acreditar que ele poderia chamar isso de “trabalho”.

Roger Taylor é um percussionista que não pode ser criticado. Seu estilo icônico de baterista é aquele que tem sido imitado por muitos artistas, e com razão. De alguma forma tem uma complexidade e simplicidade, tudo em um. É incrível de assistir e você pode entender porque ele é um artista que muitos músicos procuram. O habitual local de bateria da noite é escurecido pela presença de dois bateristas no palco, tendo o que pode ser descrito como o momento de “duelos de banjos”. É um espetáculo a ser testemunhado. Taylor é o homem comum da banda, seja o gênio da percussão ou pegando as rédeas para os vocais em algumas canções (preenchendo com perfeição a parte de David Bowie em “Under Pressure”), Taylor parece não perder uma batida. Cada membro desta banda dá tudo para o show da noite e a platéia alimenta a energia. É difícil acreditar que eles estão quase que em sua quinta década como uma banda. Os tributos para Freddie são abundantes durante toda apresentação. De uma brilhante rendição de “Love Of My Life” de May (com um toque das luzes dos telefones acompanhando a Brisbane Entertainment Centre), para Lambert falando com a multidão em relação ao seu antecessor, Mercury não está longe da mente de ninguém nesta noite.

Sucesso após sucesso continua a vir, de “Killer Queen” para “Crazy Little Thing Called Love”, esse setlist massivo é abrangente. A multidão fica absolutamente louca quando o riff de abertura de “I Want It All” começa a tocar enviando todos para dentro de um frenesi coletivo para dar energia aos nossos convidados esta noite. À medida que o set termina com “Bohemian Rhapsody”, é difícil de imaginar como o Queen iria entregar um bis para superar isso. Partindo o palco, a multidão acena para que eles retornem, sem saber como eles vão fechar sua apresentação.

Agora, isso é tudo que eu queria. Uma Brisbane Entertainment Centre lotada, cantando, pisoteando, batendo palmas, fazendo o máximo de barulho possível, enquanto o Queen explodiu “We Will Rock You” em toda sua glória. Enquanto não estiver ao ar livre, imagino que está é apenas uma fração do que Wembley sentiu em 1986 em termos de atmosfera. Dando-nos “We Are The Champions” logo depois é como ser entregue ao velho 1-2 de um boxeador pesado, ele completamente deixando você no chão. Queen e Lambert nos deram nada além de uma imensa carreira de meio século que engloba a apresentação. Os sonhos foram vivos para alguns e, na minha opinião, este será um show difícil de superar este ano.

Fonte
Tradução: Glamily Brasil